Share |

COMENTÁRIO: Há quem precise de ir ver «ajuda» ao dicionário

A Troika ia «ajudar» a Grécia a reconquistar a «confiança» dos mercados financeiros. Hoje, depois de a Grécia ter ultrapassado todas as metas de corte na despesa pública (ao contrário do que continua a ser dito, ignorando-se por completo osfactos), os juros da dívida grega nos mercados secundários batem todos os recordes. Só se surpreende quem acreditava que a Troika ia para a Grécia para «ajudar». Se uma economia é forçada a uma recessão agravada, com o desemprego descontrolado e a receita fiscal em queda livre, o colapso das finanças públicas é inevitável. Essa é a razão pela qual as estimativas do FMI falharam a 100% no cenário que tinham desenhado para a Grécia. E as previsões para o segundo pacote de «ajustamento», acabadinho de aprovar, são tão sólidas que já se fala do terceiro. Isto tudo é para ver com atenção, porque este é o nosso filme, uns episódios à frente. Basta ver como na notícia se considera que o facto de Portugal ter todas as taxas bem acima dos 12% (ou seja, totalmente fora dos mercados) é um «cenário misto».

Leia as notícias aquiaqui.

Revisão de Rita Veloso

(os artigos assinados não reflectem necessariamente a opinião da IAC)

Comentários

"Se uma economia é forçada a uma recessão agravada, com o desemprego descontrolado e a receita fiscal em queda livre, o colapso das finanças públicas é inevitável. Essa é a razão pela qual as estimativas do FMI falharam a 100% no cenário que tinham desenhado para a Grécia". Dizer que as estimativas do FMI falharam é acreditar que o objetivo das medidas era o anunciado. Mas como é óbvio desde a primeira hora que o que se pretende com juros usurários são outros fins, a saber empobrecer o trabalho e privatizar o que é público e rentável, entáo o cenário desenhado cumpre a sua função na perfeição. E está a resultar. Até ver claro!