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Debate em Lisboa – 13 de Novembro

A Lx Factory foi o espaço escolhido. Uma das mais belas livrarias de Lisboa e do pais. Um músico brasileiro convidado pelos promotores que iria depois participar no debate, brindou-nos, no início, com canções inteligentemente escolhidas.

Depois, seguir-se-ia um debate da iniciativa de um movimento de cidadãos de Alcântara, que, depois de se apresentarem às eleições locais, se orientam agora na promoção de atividades diversas, de interesse público.

Um debate sobre a divida pública foi, pois, a sua primeira iniciativa. A estreia de um percurso de intervenção cívico, em que o Frederico Pinheiro da ATTAC, a Eugénia Pires e a Isabel de Castro, ambas da IAC, participaram.

Introduzido o tema, por pequenas intervenções de cada um de nós (abordando, respetivamente, o OE para 2014, questões técnicas explicitavas da divida e sua formação e, finalmente, a sua dimensão ética, social, politica e o papel dos cidadãos, neste quadro), cedo se percebeu a utilidade do figurino por nós escolhido.

Ao dar a palavra aos presentes, permitindo-lhes fazer comentários, mas acima de tudo suscitar questões, dúvidas, interrogações que as apresentações suscitaram, mas também todas aquelas que a propaganda e /ou o discurso oficial do governo, comentadores e não raro partidos, não ajudaram a ultrapassar, conseguiu-se promover uma sessão dinâmica, viva a amplamente participada (cerca de 57 pessoas presentes).

Se ficou tudo claro? Não decerto e muitas mais sessões seriam necessárias para ir dando resposta a todas as dúvidas. Mas um passo importante foi dado, neste universo e, para nós, ficou a aprendizagem de que não basta falar em termos económicos ou técnicos. Urge dar mais importância à dimensão social, ética do que se está a passar, na medida em que isso contraria parte importante da propaganda ainda a enfrentar.

Uma lição a reter. Uma sessão a lembrar o muito caminho por percorrer. Por todos nós.