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Pobreza Não Paga a Dívida

Sábado, 18 Maio
Teatro Municipal Joaquim Benite

A sala contou com cerca de quatro dezenas de participantes e a conversa prolongou-se por cerca de quatro horas, com vivacidade e maturação. Dada a profusão de novas ideias ali sugeridas, ficou patente a vontade de reproduzir sessões como esta.

A questão da urgência de convergência entre os partidos de esquerda foi muito debatida. Destacou-se a necessidade de enfrentar que «eles» querem mesmo fazer aquilo que anunciam — porque, de tão absurdo, muita gente não acredita que o tencionem fazer — e a importância de recusarmos a culpabilização que derramam sobre os portugueses.

Foi depois salientado que aqueles que honradamente organizaram a sua vida em função das suas possibilidades se vêem agora impedidos de cumprir os seus compromissos por governantes que nos impõem toda esta austeridade para «honrar» compromissos do país para com os credores — como se nós, os cidadãos, não fôssemos os primeiros de todos os credores!

Em resposta à dificuldade de muita gente em acorrer às manifestações contra esta política, foi invocado que não dói o dente a toda a gente ao mesmo tempo, e ninguém vai ao dentista por solidariedade com as dores de dentes dos outros. Daí a importância de divulgar as verdadeiras intenções e os efeitos desta política: cada vez serão mais os que se mobilizam ativamente para a resistência.