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Síntese do Encontro de Apoiantes de 19 de Maio

Como previamente estabelecido, concretizou-se o encontro com os apoiantes da IAC de Lisboa em 19 de Maio na A25A. O apelo à participação foi dirigido, com a devida antecedência, aos apoiantes da zona da grande Lisboa que tinham respondido ao inquérito lançado em Fevereiro. As respostas ao inquérito já tinham sido muito animadoras, mas a participação no encontro superou as expectativas. Estiveram presentes cerca de sessenta pessoas.

O encontro começou à hora prevista com uma tolerância de 15 minutos e decorreu em duas partes: uma primeira para informação e debate, com a duração de uma hora e meia, e uma segunda, com duração equivalente, em que os participantes se dividiram pelos três grupos de trabalho da IAC.

Na primeira parte estiveram na mesa Martins Guerreiro (grupo de dinamização), Paulo Jacinto (moderador), Castro Caldas  (grupo técnico)  e Mariana Avelãs (grupo de comunicação). A IAC foi caracterizada como movimento cívico de cidadãos, independente de quaisquer organizações ou estruturas, aberto à participação voluntária, que se organiza segundo princípios e regras democráticas e responde perante os cidadãos. A mesa informou o que é a IAC, e também o que não é, de modo a clarificar situações e evitar ambiguidades. Foi também esclarecido o que a IAC se propõe fazer em termos de contributo para o conhecimento do problema da dívida pública e de informação aos cidadãos.

Foi explicada a organização funcional da IAC e apresentados as realizações e trabalhos em execução nos 3 grupos de trabalho, bem como a necessidade de reforçar a capacidade dos grupos, quer em qualificações específicas para certo tipo de tarefas, quer em disponibilidade de tempo para execução das tarefas pendentes.

Durante o debate foram reforçadas algumas das questões, como a importância da realização de uma auditoria deste tipo, a necessidade de uma maior capacidade realizadora para que o processo avance mais depressa, assim como de uma melhor organização e planeamento executivo, bem como uma reflexão sobre a ética do sistema financeiro e seu funcionamento, a importância de quebrar o bloqueio informativo e chegar aos grupos de cidadãos com um discurso diferente do oficial, que constantemente nos diz que somos todos culpados e que a crise e a dívida são da nossa responsabilidade, porque gastamos e vivemos acima das nossas possibilidades.

Foi ainda salientada a importância de informação e folhetos, como o que foi distribuído, onde se desmonta o discurso oficial e a fuga à responsabilidade de quem exerce o poder. Foram abordados os processos de auditoria cidadã levados a cabo ou em curso noutros países — Equador, Brasil, Grécia, França, Espanha, Tunísia, Egipto —, cada um com características e objectivos específicos, mas todos como afirmação cívica de movimentos de cidadãos autonomamente organizados, que exigem ao poder instituído a necessária informação e a prestação de contas pelos actos assumidos em representação dos respectivos povos.

Às diversas questões colocadas pelos participantes responderam elementos dos grupos de trabalho presentes e a mesa.

A segunda parte do encontro foi, na nossa interpretação, a mais importante. Os participantes aceitaram, na sua maioria, trabalhar com os grupos de trabalho existentes, e, nas reuniões separadas por grupos, disponibilizaram-se para colaborar nas diferentes tarefas e subgrupos existentes.

A IAC, graças a este contributo, saiu claramente reforçada do encontro, aumentando a sua capacidade e disponibilidade para a realização da auditoria cidadã à dívida pública. Este tipo de realização e desenvolvimento organizativo será continuado noutras áreas do país e na própria zona de Lisboa.

O nosso obrigado aos participantes, pelo grande contributo que nos trouxeram e a todos os outros que, embora não podendo participar, se disponibilizaram para colaborar e nos incentivaram a continuar este trabalho de afirmação cidadã responsável e interveniente.

Finalmente, queremos salientar o espírito positivo e construtivo deste encontro.