Christine Lagarde declarou há dias, em entrevista ao jornal sueco Svenska Dagbladet, que «a Grécia e outros países confrontados com a crise da dívida deviam inspirar-se no programa de reformas aplicado pela Letónia» – um caso de sucesso, na sua opinião.
As reacções não se fizeram esperar, nomeadamente em Atenas, onde a responsável pelo FMI é acusada de estar «um pouco confusa». Depois de ter dito, há alguns meses, que a Grécia devia atingir o nível da Croácia, virou-se agora mais para Norte – não para a Suécia, nem para a Finlândia, mas para a Letónia.
Quem não está especialmente próximo de iniciativas de auditoria cidadã à dívida tem tendência a julgar que estas nascem e se desenvolvem, exclusivamente, em países intervencionados pelo FMI e outras instâncias. Pensa-se imediatamente na Argentina, no Equador e, mais recentemente, na Grécia, Irlanda e Portugal.
