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  • Primeiro, vamos aos factos, objectivamente relatados. No «i» de 26 de Fevereiro, pode ler-se o seguinte:
    «Em declarações aos jornalistas, durante a cerimónia de inauguração da nova sede do CDS-PP na ilha do Faial, Açores, Paulo Portas adiantou que “ou Portugal honra a sua palavra”, ou então “fica igual à Grécia”.
    No seu entender, “ou Portugal quer ser Portugal, um caso específico, um país que honra a sua palavra”, consegue cumprir as metas financeiras a que se propôs e recupera a sua “autonomia”, ou pensa em “reestruturar ou renegociar a dívida” e vai “direitinho para a parede, ou dito de maneira mais clara, fica igual à Grécia”.
    Para Paulo Portas, “a conversa do não pagamos, reestruturamos e renegociamos”, poderá originar situações de “prédios incendiados, carros destruídos, parlamentos cercados, uma sociedade completamente dividida e um país desmotivado”, como acontece na Grécia.»

    Agora vamos aos comentários breves:

    1. Paulo Portas sabe, tão bem como qualquer pessoa com um módico repertório de informação, que Portugal acabará por ter de renegociar ou reestruturar a dívida; só nos resta a suspeita de que, na lógica da política deste governo, o acabará por fazer nas piores condições;

    2. É do domínio da mais pura e repugnante trafulhice política misturar-se o «não pagamos» com o «reestruturamos ou renegociamos»;

    3. E se há alguma coisa que diz tudo sobre as retorcidas meninges e os rasteiros truques de gente como Paulo Portas é mesmo aquele agitar do papão dos carros incendiados, parlamentos cercados, etc. e tal. Isto só tem um nome: terrorismo verbal e alarmista, como substituto de argumentos válidos.